|
COMENTÁRIOS INDICE:
Capítulo 1: As Ensinanças Proféticas
Capítulo 2: O Legado Imortal
Grupo A: Livros de História
Grupo B: Livros De Filosofia
Grupo C: Livros Doutrinários
Grupo D: Livros Ascético Místicos
Grupo E: Livros Esotéricos
Grupo F: Livros sobre as Comunidades
Capítulo 3: Hino ao Maitreya
Capítulo 4: Comentários sobre o Maitreya
1. O Maitreya
2. Iniciados Solares de Quarta Categoria
3. O Forte Libertador
4. Referências Escritas nos Ensinanças
Capítulo 5: O Cenário para o Redentor
1. O Mundo do Terceiro Milênio
2. A Época
3. Cenografia Conceitual
4. O Poder do Dinheiro
5. A Destruição Atômica
6. Devastações Ambientais
7. Desvios Genéticos
8. Sexo, Droga e Epidemias
9. Sobrevivência
Capítulo 1: As Ensinanças Proféticas
O total das
Ensinanças reunidas nesta coleção para Internet são
625, extraídas textualmente de velhos apontamentos datilografados
de Retiros, Cursos, Conferências, textos inéditos, visões,
etc.; alguns modernos e outros muito antigos, mensagens dos Santos Mestres,
revelações do além, todos com a imagem profética
de Santiago Bovisio. E, cada vez que se relêem, surge a pergunta,
ainda sem resposta: Qual é a finalidade desta Biblioteca Esotérica,
imensa, completa, que permaneceu imóvel e silenciosa até
nossos dias, apenas consultada por umas poucas pessoas? A obra é
gigantesca, não tanto pelo seu volume material, mas pela variedade,
a extensão dos temas e a erudição dos conceitos,
que vão desde a criação dos mundos até a imagem
do homem futuro da Sexta Ronda, perambulando pelos espaços, translúcido
e brilhante, com um grande olho solitário na frente de seu novo
corpo de fogo.
Estas Ensinanças foram escritas para tê-las guardados em
esconderijos secretos, inacessíveis e proibidos; tal atitude contradiz
o espírito e a letra das mesmas. O Mestre reclamou que se transmitissem
publicamente por todos os meios: "Muitas almas da América
desde longe esperam ansiosas a Mensagem dos Filhos de Cafh" (XIX.8.10.
"Levai ao mundo angustiado e expectante vossa Mensagem de Renúncia"
(XIX.11.12). "Multiplicar-se-ão como Mensageiros da Renúncia
em todos os aparelhos de televisão" (XiX.14.19).
Santiago Bovisio, que em sua anterior encarnação foi Sumo
Sacerdote do Templo de Amon, no Egito,
enfrentado à morte com o herético Faraó Akenaton
durante a Guerra dos Dois Sóis, voltou a nossa época depois
de 3500 anos de ausência, não para atender os problemas domésticos
de um punhado de seguidores, mas para anunciar universalmente a presença
na Terra de um novo Redentor da Humanidade: O Maitreya.
Numerosos capítulos do Curso "Grandes Iniciados da Raça
Ária" falam claramente do Iniciado Solar, de seu aparecimento
entre os anos 1972-77, de sua missão redentora nesta civilização
catastrófica e aniquiladora, e de seu aporte indispensável
à solução dos problemas da humanidade. Nenhum outro
dirigente espiritual do século XX tem trabalhado tanto para anunciar
e preparar entre os homens a Divina Presença.
O Mestre tem insistido sempre que sua missão e a dos seus seguidores
é preparar a vinda do Redentor. Considerando o grupo que conhecia
as Ensinanças, pode-se dizer que não se produziu nenhuma
preparação depois de sua morte em 1962, e que as "lâmpadas
das virgens loucas" estão todas apagadas. O Redentor já
está na Terra, e ninguém o está esperando, nem mesmo
aqueles que tinham essa missão.
Devemos crer que tínhamos que esperar o novo milênio para
que os anúncios formulados pelos profetas tenham validade nos lares
do Planeta. Quem hoje quiser conhecer os detalhes destes maravilhosos
acontecimentos, reunidos em mais de 600 Ensinanças, os pode ter
instantaneamente em sua casa por Internet, e os portais se abrirão
ao futuro.
Uma segunda hipótese tenta explicar, aproximar-se do mistério
das Ensinanças, suas origens, suas motivações, seus
fundamentos, sua história. Já temos dito em outra parte
que Bovisio formava parte da Ordem do Fogo em Veneza, e que em 1926 foi
enviado a América para fundar uma instituição análoga,
pouco antes que a Ordem fosse destruída pelo Governo Fascista da
Itália, e já nunca mais se soube nada de seus componentes,
nem de seus documentos. Era Santiago Bovisio o último sobrevivente
da venerável e milenar instituição esotérica?
Acaso foi enviado para Argentina para resguardar tesouros espirituais
e documentos únicos no mundo, ante a iminência da grande
guerra que devastaria Europa? Ali se encontram, protegidos em sua aparente
insignificância, textos em Arypal que só podem ser lidos
na Gruta de Ras por clarividentes qualificados, Hinos imemoriais e Oms
de oculto significado. Ali se encontram informações antigas
que não se conservam em nenhuma outra parte: os sete recintos secretos
do Templo de Amon, uma descrição detalhada da fisiologia
astral do ser humano, cerimônias secretas de iniciação,
e muitas outras riquezas desconhecidas.
Na primeira Ensinança sobre as Ordens Esotéricas se descreve
a fundação da Ordem do Fogo, em Kaor, centro da Ásia,
e seu desenvolvimento secreto por milhares de anos até sua queda
definitiva, e a posterior ida dos sobreviventes até o centro do
Saara, desde onde irradiaram para o resto do mundo. Infere-se que o sistema
específico das Ordens Esotéricas se inicia em Kaor, e continuou
sem interrupções até agora. Desaparecerão
as Ordens Esotéricas na nova Sub-raça Americana que se inicia?
Reiteramos a pergunta: Foi o Mestre Santiago o último sobrevivente
de uma tradição milenar, e deixou como legado imortal suas
Ensinanças?
No curso mencionado se descreve, em outra lenda, a Mãe Abbumi,
2500 anos antes de Cristo, governando a Ordem em Hoggar, centro do Saara,
e as origens das duas grandes correntes de forças, a do saber e
a do sentimento, que tem caracterizado às religiões do mundo
até nossos dias.
Na Guerra dos Dois Sóis, uns mil anos depois, expressaram-se abertamente
e com violência estas correntes, Amon e Aton, que alternativamente
se têm sucedido ao longo da História. Hoje, recâmbio
de épocas e de formas de viver, a Guerra dos Dois Sóis estourou
de novo: materialismo versus espiritualismo. E, pressupõe-se que
uma das obras principais do Maitreya será encontrar uma solução
harmoniosa à controvérsia: a espiritualização
do materialismo.
Nós, promotores da difusão pública dos Ensinanças
do Mestre Santiago Bovisio, sustentamos que nestes textos, na Mensagem
da Renúncia, e nas leis do Universo expressadas neles, está
guardada a solução buscada que contribuirá em parte
à feliz missão do Redentor.
Há uma terceira interpretação sobre o significado
das Ensinanças: o próprio Santiago Bovisio e sua contribuição
pessoal, individual à nova Sub-raça, com seus conhecimentos,
seus poderes evidentes, sua memória de tempos históricos,
a grandeza de sua oferenda. Na primeira proposta, as Ensinanças
adiantam, anunciam e promovem o Maitreya. Na segunda, as Ensinanças
preservam e promovem as tradições e a herança espiritual
da Ordem do Fogo. Na terceira, o Mestre dá sua doutrina da Renúncia,
assistido por Instrutores Astrais, e põe-na em prática ativamente
na Ordem que funda com esse propósito, por meio do Regulamento
e sua permanente direção espiritual. Em reiteradas ocasiões
proclamou a Mensagem da Renúncia como a lei do mundo futuro que
promoverá o Iniciado Solar.
Então, a contribuição pessoal do Mestre é
preparar os instrumentos espirituais que servirão de ferramentas
para o trabalho do Maitreya, e que foram explicados nos Ensinanças,
e experimentados ao vivo com os Ordenados de Comunidade, enquanto esteve
em vigência o Regulamento original legítimo. Nos livros estritamente
doutrinários (O Caminho da Renúncia, A Vida Espiritual de
Cafh, As Mensagens, e outros), estão claramente indicados os preceitos
que conformarão a vida futura do homem junto ao Maitreya, buscando
a espiritualização do materialismo numa harmoniosa conjunção
dos pares de opostos.
Agora, todas as ferramentas espirituais reunidas e ordenadas pelo Mestre
são acessíveis, estão postas em dia e adaptadas à
mentalidade moderna, com indicações precisas e corretas
de como usá-las: diversos tipos de meditação, ativos
e passivos, exercícios para alcançá-la, ginástica,
posturas físicas, noções de economia providencial,
recomendações sobre o silêncio, o comportamento social
e a vida em família, etc., e tudo o que ensinou, prática
e teoricamente, durante sua vida até o momento de abandonar-nos.
O que o leitor não encontrará é a Direção
Espiritual que oferecia pessoalmente; porém, quem sabe? O Mestre
segue trabalhando em sua Obra desde os planos superiores, guiando as almas
que são fiéis. Qualquer um, mesmo que não o tenha
conhecido, se aderir a seus preceitos, transforma-se em Discípulo
Fiel.
Capítulo
2: O Legado Imortal
Estas Ensinanças constituem o legado espiritual que um Mestre
da Sabedoria do século XX, ao finalizar a Quinta Sub-raça,
entrega às gerações futuras da nascente Sub-raça
Americana, desde o primeiro dia do terceiro milênio. Pertencem-lhe
totalmente, e reúne o melhor do conhecimento que uma grande mente
pôde aprovisionar e sintetizar no breve lapso de uma vida. É
uma enciclopédia de sabedoria esotérica e filosófica,
que começa nos mais remotos tempos da presença humana na
Terra até os mais recentes acontecimentos da última Guerra
Mundial, desde a fisiologia astral do homem até a vida interna
na Terra. As coisas materiais e institucionais que deixou ao morrer estão
todas destruídas; permanece o núcleo, o coração
do que mais amava, suas Ensinanças, que agora, ao serem legadas
sem restrições, passam a fazer parte do corpo místico
da Humanidade.
As Ensinanças não estão classificadas. Em alguns
lugares, o autor faz uma classificação provisória
e geral: as Ensinanças Universais que estão em todas as
tradições e em todos os tempos, e podem ser encontradas
impressas: Os Vedas, a Bíblia, etc. e as Ensinanças de Cafh
que foram transmitidos por um Mestre Astral, o Zelador (Savonarola), ao
Fundador, com a Doutrina da Renúncia. Uma terceira Ensinança
dos Oradores, que é de transmissão oral.
Deve-se assinalar
que, quando Bovisio diz Cafh, refere-se à Ordem do Fogo, universal
e permanente, cuja forma original é astral, e da qual provém
a Ordem terrestre moderna sujeita ao nascimento e à morte, como
ocorreu.
Esta coleção reúne 37 livros de diversa extensão,
cada um, no geral, contendo 16 capítulos ou Ensinanças.
Cada Ensinança trata um tema específico constituindo uma
unidade que pode ser lida independentemente do restante, sem perder clareza.
Na realidade, todas as Ensinanças estão relacionadas entre
si, não só em cada livro ou curso, mas com a coleção
completa. Muitas vezes o Mestre Santiago expressou que a Ensinança
é uma só, permanente, contínua, sem fissuras. As
variadas expressões que se observam aqui em sua diversidade, e
às vezes em aparente contradição, são facetas
que enriquecem e facilitam a compreensão da Ensinança.
Há muitos títulos, e nosso trabalho neste comentário
não busca uma sistematização racional por matérias,
mas um agrupamento que ajude ao leitor na busca dos temas e das relações
íntimas de cada um. Nesta primeira tentativa, agrupamos os livros
em seis pacotes afins.
Grupo A: Livros de História; 6 títulos.
Grupo B: Livros de Filosofia; 3 títulos.
Grupo C: Livros Doutrinários; 11 títulos.
Grupo D: Livros Ascético Místicos; 7 títulos.
Grupo E: Livros Esotéricos; 5 títulos.
Grupo F: Livros sobre Comunidades; 4 títulos.
A colocação dos títulos não significa uma
hierarquização dos mesmos, mas um agrupamento simples. A
unidade do conhecimento está em cada Ensinança, não
no livro. A Ensinança compreende os conceitos que se querem transmitir
unitariamente, e que, nas Reuniões, o Orador transmitia em voz
alta. A página escrita permanecia nas mãos do ouvinte para
seu estudo; ao finalizar o ano, devolviam-se todas e eram queimadas. As
que não foram devolvidas permaneceram em mãos particulares
e constituíram o embasamento desta Coleção Internet,
após um longo trabalho de busca.
Grupo A: Livros de História
A História é a ciência que estuda o curso humano com
fontes de informações verificáveis, preferentemente
escritas; inicia-se na Grécia e alcança grandes proporções
na época moderna com os descobrimentos de civilizações
perdidas e a exumação de suas relíquias. E embora
se projete em direção a sistemas históricos universais,
não pode passar a barreira de quatro ou cinco mil anos atrás.
A História apresentada pelo o Mestre Santiago é diferente,
porque habilita outros instrumentos de investigação que
os historiadores acadêmicos não possuem.
Também é ciência, porém com leis diferentes,
esotéricas, um conhecimento íntimo e direto dos fatos narrados
por uma mente superior. Utilizam-se as tradições antigas,
a simbologia gráfica e conceitual, a decifração de
textos crípticos, as revelações supra- físicas,
as imagens que brilham nos Anais Akásicos, a clarividência
do autor e outras fontes não reveladas.
Quando Tolkien descreve no Aïnulindalé do Silmarilion, a criação
dos mundos e o trabalho dos Poderes, não muito diferente da Cosmogonia
de "O Sistema Planetário", está fazendo uma maravilhosa
narração de ficção científica mitológica;
o Mestre Bovisio faz ciência esotérica e as fontes são
as mesmas: a Gruta de Ras. J.L. Borges, em "El Alef", escreve
um conto de realismo fantástico sobre um ponto na Gruta, um assunto
pessoal e íntimo. Bovisio, na Ensinança "A Gruta de
Ras", descreve e explica o fenômeno. Borges assistia regularmente
às reuniões que aconteciam na casa do pintor Xul Solar,
onde Bovisio fala de destes temas. Talvez Borges tenha encontrado ali
uma motivação para seu famoso conto.
Para Bovisio, a história do homem se inicia com a primeira individuação,
com a formação dos corpos astrais tentando habitar os corpos
físicos nas primeiras Raças terrestres, há milhões
de anos atrás. Destes conhecimentos podem encontrar-se rastros
nos livros sagrados das religiões, como os Vedas, o Popol Vuh,
a Bíblia, as Tabuletas Assírias, as Estâncias de Dzyan
e em outros. O Mestre Santiago consultava diretamente os Anais Akásicos,
como o fazia H.P. Blavatsky.
Os livros de caráter histórico são:
Livro IV: História do Homem.
Livro V: Grandes Iniciados da Raça Ária.
Livro VI: Grandes Iniciados do Fogo.
Livro XVI: História das Ordens Esotéricas.
Livro XXIII: Religiões Comparadas.
Livro XXIV: Dez Grandes Religiões.
Livro XXVI: Antropogênese
Como ler estes estranhos livros? Aparecem assuntos dos quais não
há referências em nenhum lugar, personagens e lugares que
ninguém mencionou, figuras históricas especiais com novas
roupagens, como Cleópatra, Catarina de Médici, Inocêncio
III e outros famosos; a Atlântida, os Lemurianos de três metros
de altura, a raça hiperbórea e muitas outras coisas maravilhosas
e fascinantes. Há que ler estas páginas como foram escritas,
com simplicidade, boa disposição e honradez. Se alguém
quer aprender tem que abrir não só a inteligência
mas também o coração.
Grupo B: Livros de Filosofia
O autor divide a Filosofia em três grandes grupos, segundo a classificação
antiga. 1o.: Cosmodicéia, 2o.: Andrologia, e 3o.: Filosofia Rácica.
Além disso, enumera diferentes disciplinas ou escolas de pensamento
que surgiram no transcurso do tempo e que chegaram até nós,
como a Física, a Ética, etc. Da Filosofia Rácica
cita como único expoente moderno a H.P. Blavatsky, e seu livro
universalmente conhecido "A Doutrina Secreta". E acrescenta:
"Para conhecer a verdadeira História...é indispensável
vê-la no Registro do Sétimo Plano do Mundo Mental".
O Mestre Santiago a via à vontade, e muitas Ensinanças desta
Coleção procedem desses Anais.
Três livros formam o grupo de Filosofia:
Livro XIII: Filosofia.
Livro XXV: Teologia.
Livro XXVII: Cosmogonia.
Os três estão muito relacionados entre si, e explicam a evolução
do pensamento humano através do tempo, ao passar por diferentes
civilizações.
Sobre Cosmogonia, o autor é muito cauto. Diz: "A Cosmogonia
como estudo, como 'regras', didaticamente falando, é uma mera especulação".
Porém oferece um material que não se encontra em nenhum
lugar. Diz: "No Templo de Ahehia, em Kaor, sobre a negra e cônica
pedra que fecha o sepulcro da Divina Mãe Hes está escrita
a História do Universo em místicos sinais". Em continuação,
transcreve-os e, nas Ensinanças seguintes, desenvolve-os e explica-os.
O Mestre Santiago põe a Teologia no cume da Filosofia, e ainda
de todo o conhecimento humano. E no Capítulo 13 fala de uma Grande
Revelação única, dada no alvorecer da Raça
Ária pelo Manu, da qual advêm as revelações
de todas as Religiões. E assegura que ainda pode ser descoberta,
em algum lugar oculto da Terra. Afirma: "Não terminará
a presente Raça Raiz sem que seja descoberta, para que todas as
revelações voltem à unidade".
Grupo C: Livros Doutrinários
O caudal desta seção é imenso: 170 Ensinanças
dos mais variados tipos que correspondem principalmente às chamadas
"Ensinanças de Cafh", inspiradas astralmente pelo Zelador,
e recolhidas pelo Mestre Santiago. Como um imenso rio, um Amazonas grandioso,
recolhe afluentes que vem dos altos cumes da América, e se unem
ao rio mãe para derramar suas águas no Oceano da Humanidade.
Está constituído por 11 livros:
Livro I: Desenvolvimento Espiritual.
Livro II: O Sacrifício.
Livro XII: Vida Espiritual de Cafh.
Livro XVIII: O Caminho da Renúncia.
Livro XIX: As Mensagens.
Livro XXVIII: A Renúncia.
Livro XXXI: O Bom Caminho.
Livro XXXIV: Comentários ao Regulamento de Cafh.
Livro XXXV: A Renúncia no Mundo.
Livro XXXVII: Cerimoniais, Orações e Hinos.
É impossível, no breve espaço destes comentários,
tentar uma aproximação à vastidão destes Cursos,
não só pelo volume de suas páginas, mas pelas dificuldades
internas de seus conceitos.
Este é o núcleo da Doutrina da Renúncia, desenvolvida
em todas suas formas e com implicações e contatos com os
demais aspectos do saber humano. Sirvam estas linhas como uma apresentação
sugestiva para estimular sua leitura e estudo. Em comentários posteriores
nos dedicaremos a tratar cada Ensinança em particular, à
medida que forem aparecendo as motivações pertinentes. Há,
inclusive, parágrafos de duas linhas, ou um termo concreto que
requer uma ampliação didática conectada com outros
textos.
Grupo D: Livros Ascético Místicos
São sete livros, e ocupam-se da oração em todas as
suas formas, com o agregado dos dados últimos sobre ginástica
e as posturas, que ajudam a oração.
Livro IX: A Ascética da Oração.
Livro XIV: Ascética Mística.
Livro XV: A Meditação Afetiva.
Livro XXIX: A Meditação Discursiva.
Livro XXXII: A Ginástica de Cafh.
Livro XXXIII: As Posturas.
Santiago Bovisio ensinou milhares de pessoas a meditar, pessoas que não
tinham a menor noção do que é a oração.
Num meio cultural como a Argentina, com seus costumes ainda coloniais
da primeira metade do século, a oração era somente
prece cristã; não existia nenhuma instituição
independente que ensinasse a meditação. Atualmente, as coisas
mudaram um pouco com a prática de Yoga da Índia, muito deformada
e sem maiores vôos.
Nestas Ensinanças, conhecer-se-ão as mais profundas técnicas
dos exercícios de meditação, de concentração,
de contemplação, discursivas, sensitivas, intelectual, afetivas,
de quietude, simples, com posturas e ginásticas apropriadas, nos
mais diversos temas que vêm da Simbologia Antiga. Ensina a distinguir
os efeitos reais nos exercícios, dos efeitos auto-sugestivos; adverte
sobre os desvios místicos e seus perigos, etc. Constitui um tratado
completo da Oração ao máximo nível místico
que se pode consultar nestes tempos. Rechaça firmemente toda prática
ascética que procure psiquismo, poder mental e acréscimo
das energias magnéticas, daninhas à alma.
Finalmente, exalta os exercícios ascético místicos
sem a busca de resultados, desde o começo da Senda, que esvazia
a alma dos apegos materiais.
Grupo E: Livros Esotéricos
Já dissemos acima, que Santiago Bovisio era um ser com extraordinárias
faculdades parapsicológicas, que estavam nele desde seu nascimento.
Teve a sorte de educar-se numa família compreensiva e carinhosa,
num ambiente de piedade cristã, e já na escola, num instituto
Passionista que lhe deu apoio e compreensão na difícil etapa
da adolescência. Todas as propostas culminaram com o ingresso na
Ordem do Fogo, em Veneza, com os melhores Mestres do mundo e com arquivos
de sabedoria como não havia outros na Europa. Aos 21 anos já
estava formado, fez a consagração dos Votos Perpétuos,
e partiu em missão para América, onde realizaria sua gigantesca
obra.
Vivia, movia-se, falava, em dois mundos diferentes (para nós) -
ao mesmo tempo, com toda comodidade - que para ele eram um só,
unificado: o astral e o físico. Assim era o mundo Atlante antes
que fosse perdido o olho pineal, e assim serão os homens futuros,
quando o recuperarem.
Nestes livros esotéricos o leitor poderá aproximar-se das
experiências supra-físicas de alguém que as vivia
quotidianamente, inclusive na confusão da ruidosa Buenos Aires.
Poderá aceitá-las ou rechaçá-las, como quiser,
mas não deixará de admirar-se ante o maravilhoso universo
que não se vê, mas que atua em nós continuamente.
Há nesta seção livros de simbologia antiga que ajudam
a meditar, outros sobre as peripécias do ser no mundo intermediário,
desde que morre até que torna a nascer, em geral uns 600 anos após
o falecimento; um, sobre as cores astrais e seus significados; e mais
um, sobre os Planetas, como se formaram e como morrerão.
Esta parte consta de cinco livros:
Livro III: Simbologia Arcaica.
Livro VII: O Devenir.
Livro VIII: Ciência da Vida.
Livro X: A Aura Astral.
Livro XVII: O Sistema Planetário.
Hoje, as livrarias estão repletas de livros esotéricos de
autores que jamais viram nada, mas copiaram muito. Também abundam
as agrupações esotéricas que praticam exercícios
e organizam excursões a lugares mágicos. Em tempos de inquietude
e medo, as massas das grandes cidades se refugiam na escuridão
de forças que não compreendem, desde a violência dos
estádios, o escape das drogas e o sexo, até a aberração
psíquica de práticas mágicas desconhecidas que as
aliena.
A ciência esotérica é luminosa, esclarecedora, curativa,
e a radiação astral é pura radiação,
luminosidade brilhante onde habitam e trabalham nossos protetores invisíveis
para que nós também sejamos bons. Para aproximar-se desta
ciência e destes conhecimentos há que esvaziar o coração
de toda mancha, porque a luz as repele. Ao ler estas páginas, o
leitor se colocará em contato com um Mestre da Sabedoria que escrevia
estas coisas com o coração.
Grupo F: Livros sobre as Comunidades
Livro XX: Superiores de Comunidade.
Livro XXI: Intimidade dos Perfeitos.
Livro XXII: Interpretação para Ordenados de Comunidade.
Livro XXXVI: Conferências de Embalse.
Como estamos na Argentina, em tempos modernos, nada melhor para aproximar-se
destas experiências que vivem os jovens, que introduzir-se na leitura
das Conferências de Embalse. Em Embalse do Rio III, Córdoba,
junto ao lago Calamuchita, está a primeira Comunidade de mulheres
que fundou o Mestre Santiago, com muitíssimos sacrifícios.
Dedicavam-se particularmente à educação de crianças
pobres que enviava o Patronato de Menores. Muitas destas Conferências
se referem à educação das crianças. Porém,
o objetivo central é a perfeição na vida de Renúncia,
como se lê nestes cursos. Eram mulheres muito jovens que tinham
escolhido essa forma de viver. Na observância do Regulamento se
vê que aos sábados à tarde, antes do jantar, ditava-se
uma Conferência de aproximadamente meia hora, na Capela. Quando
o Mestre Santiago estava na Comunidade, não só as dirigia
pessoalmente, mas ditava as conferências.
A temática das Conferências era variadíssima, e tratava
todos os assuntos importantes que surgiram na vida de Comunidade. É
como se aproximar um pouco das almas consagradas. A intimidade dessa vida
é inacessível ao estranho, embora estivesse presente, mas
nas Ensinanças do Fundador permanece como o eco de uma música
maravilhosa, como o perfume de uma flor que já não está,
como a esperança de um mundo melhor. Agora, essa Esperança,
através destas Ensinanças Magistrais, forma parte do Corpo
Místico da humanidade.
Capítulo 3: Hino ao Maitreya.
Amado Maitreya: habita-nos.
Revela-nos o mistério do amor.
Solidão incomensurável daquele que, sem ser humano, vive
entre os homens.
E se faz homem no mais puro, insondável ato e sacrifício
de amor.
Pureza, luz eterna de um amor sem mancha.
Só e, ao mesmo tempo, um com as almas.
Chamamos-te às portas do Divino Santuário.
Glorificamos-te para sermos elevados ao amor.
Adoramos-te no fundo mais profundo de nosso coração.
Afunda-nos mais e mais no centro do coração, até
deixar de ser um homem isolado e perdido.
Deixar de ser uma ilusão.
Ponho em tuas mãos Divinas meu pequeno coração.
Deixar-se cair no interior dessa câmara secretíssima, onde
tudo é quietude, sossego e calma.
Onde o coração se muda pelo coração da Divina
Mãe.
Que este peito albergue o Divino Coração, infinito, eterno.
Ensina-nos a não querer mais.
A não sentir mais.
A não ser mais.
Que não haja nem um olhar para si mesmo.
Nem um gesto de si mesmo.
Nem um sentir de si mesmo.
Que esse si mesmo não calcule mais.
Não ser nada.
Mistério Divino.
Tira-nos esta consciência que nos mantém separados.
Transporta-nos ao Reino do Uno, Eterno, Infinito Ser.
Ver só a luz imutável.
Se nosso olhar ficasse ali, quieto, seria eu a Eternidade.
Que o único que permaneça na alma seja só ferramenta
para tua Obra.
Que cada instante de vida seja para chamar-te, conhecer-te, adorar-te.
Fazendo de nossa oferenda diária, holocausto perfeito.
Que por olhar para a luz, seja mais luz para os que estão sozinhos
e desamparados.
Que por viver no Amor, o coração sem movimentos seja albergue
e templo para aquele que busca amar.
Chamar almas, albergar almas.
E todos Unos percorrer o caminho para a luz.
Revela-te, e o amor das almas revelarás, crescerá, expandir-se-á.
Onde estás?
No centro mais íntimo e secreto de cada Coração.
Oculto, quando seguimos sendo um pequeno coração.
Luminoso, quando se renuncia a ser, deixando lugar ao Divino Coração.
Mas, vem a tuas almas já.
Faz de nós granitos dessa ponte que estendes entre o Céu
e a Terra.
Submergindo-nos na infinitude de tua Consciência Divina.
Toma tudo o que sou para não ser.
Só a Faísca Divina, Eterna, sê Tu mesmo.
Ensina-nos a levar tudo em direção à Unidade Eterna.
Ao Reino do Inefável.
Ensina-nos a descobrir-te no mais profundo centro do coração.
Onde cabe tudo.
Romper o coração do homem, fundi-lo no fogo Divino para
que se revele o coração eterno da Divina Mãe.
Ser Tu mesmo.
Assim uma vida será Vida.
Expansão que penetra no ser de todas as coisas.
Acende nossa vocação com o fogo de teu Amor pelas almas.
Faze-a amar até a morte.
E querer para si o holocausto total que Tua alma ensina.
Toma-me todo.
Que se uma infinitesimal gota ficar guardada, fere e é morte.
Ser Tu mesmo.
Recebe-nos no centro invariável
Ver-nos todos em um.
Ali cada alma leva às almas. Cada coração cabe no
Único Coração.
Ahehia ote Hes.
Eret Hes ote Ahehia.
Capítulo
4: Comentários sobre o Maitreya.
1.
O Maitreya:
Pelos anos 1972-77 é esperada sobre a terra a nova Divina Encarnação
de quarta categoria.
Os estudantes espirituais, no desejo de saber algo de sua vida, de sua
missão e de sua futura obra, deixaram-se levar pelo entusiasmo
e escreveram sobre Ele, cantando seu poder, embelezando sua obra e dando
brilho real a todos os contornos de sua existência.
Porém seu futuro permanece oculto no mistério do porvir.
É provável que a realidade seja muito diferente do sonhado,
e que Ele seja um varão humilde que passa inadvertido por sua aparente
insignificância entre a multidão, pois seguramente deve ser
herdeiro Daquele que disse: "Minha delícia é viver
entre os filhos dos homens".
O que importa conhecer de antemão, em grandes traços, é
a forma na qual chegará à humanidade, a missão que
terá que desenvolver entre os homens, e que novo sentido da vida
doará a eles.
Evidentemente, a humanidade tem saído do obscurantismo, os homens
sabem ler, têm aspirações sociais e determinam suas
vidas, de certo modo. Quando se encontram sós, pensam à
sua maneira e sentem de um modo próprio e pessoal, se bem a Humanidade
siga ainda o instinto coletivo das massas.
A agonia da hora atual é esta: vislumbrar e não ver, querer
e não poder, sair fora dos véus da ignorância para
sentir sobre si o peso da incompreensão, e é este um martírio
mais interior que exterior. As grandes ruínas externas são,
na realidade, o resultado desta luta interior.
O homem de antes podia viver relativamente tranqüilo porque não
sabia nada e era dirigido; em troca, o homem atual, ao saber tão
somente um pouco, este saber é para ele seu maior inimigo e tormento.
O Maitreya vem à Humanidade para provocar a solução
deste vital problema da raça. Quão difícil é
sua missão!
Para ser feliz, o homem tem de viver identificado com a coletividade,
ou encerrado dentro de si mesmo, como se ninguém existisse fora
dele? Será a missão que traz o grande Ser a de amassar sua
carne com seu espírito e fazer assim um novo pão para satisfazer
o homem? Juntará tanto de carne, tanto de mente, tanto de espírito
para dar com a harmonia uma solução para os grandes problemas
atuais? Ensinará a necessidade de aniquilar completamente a vontade,
ou a rebelar-se contra tudo e todos, seguindo somente o impulso pessoal
para ser feliz?
Esperam os homens de boa vontade, os discípulos fiéis, os
Iniciados do Fogo, silenciosos, de joelhos, humildemente, limpo o coração
e a mente sossegada, seu Ensinamento, sua resposta, seu admirável
verbo.(Do livro V: "Grandes Iniciados da Raça Ária",
Capítulo 16).
2. Iniciados Solares de Quarta Categoria:
Os Iniciados Solares de Quarta Categoria aparecem sobre a Terra sete vezes
no transcurso de cada Sub-raça, para facilitar o trabalho de adiantamento
espiritual da Humanidade.
Os povos de todos os tempos apresentam como protótipo de sua raça
a um Deles, o qual, vivendo dentro das condições das idéias
de seu povo, procura renová-las e fortalecê-las de tal forma,
que deixa uma pegada indelével e uma lembrança divina de
sua obra, iniciando por si só, uma nova era.
O Iniciado Solar de Quarta Categoria se une estreitamente aos homens participando
de suas vidas, e fazendo carne Nele, os problemas daqueles, de maneira
que Ele mesmo se transforma numa imagem de seus problemas. Ele, Deus,
ao procurar solucioná-los como parte de sua própria carne
e de sua idiossincrasia humana, transforma-se em um Salvador da Humanidade.
É tão estreita a união do Deus-Homem com os homens,
que em muitos casos tem preponderado, aparentemente, sua forma humana
sobre a divina. Nele, o divino e o humano estão tão estreitamente
unidos, que sente as dores da humanidade de tal modo que, pode-se dizer,
o Iniciado Solar de Quarta Categoria leva em si todas as dores da humanidade;
porque só um homem perfeito, por ser verdadeiramente Deus e verdadeiramente
homem, pode senti-los e padecê-los integralmente.
O trabalho Deles é relembrar a Idéia-Mãe, vivificá-la
e renová-la tirando os entulhos que o tempo e a obra imperfeita
dos homens têm amontoado sobre ela. Sua missão é a
de criar uma vontade individual da Humanidade.
Muitas vezes os Iniciados Solares de Quarta Categoria desceram sobre a
Terra. Sempre sua vinda foi sem semente de karma pessoal ou universal,
e sua concepção foi verdadeiramente virginal. Sua vinda
tem sido preparada e profetizada por grandes Iniciados Lunares e do Fogo.
Além disso, uma corte seleta destes últimos, os tem acompanhado
em vida, como parentes, discípulos, achegados e Mestres.
O Iniciado Solar de Quarta Categoria afirma sua divina encarnação
durante sua vida, com palavras inequívocas, com obras singulares,
com fatos milagrosos e profecias que se cumprem, diante de testemunhas
e em forma pública, de modo tal que sua lembrança entre
os homens seja imortal.
Para que sua obra evidencie verdadeiramente sua alta finalidade, testificam
com seu sangue, a lembrança e a verdade de sua doutrina.
Depois de sua morte, desintegram rapidamente seu corpo. Com ela, todos
os seres humanos e os que estão nos planos astrais, recebem uma
notável e benéfica influência. Aos quarenta dias,
desintegram também seus corpos sutis e reintegram-se ao seio da
Divindade.
Sua missão sobre a Terra termina com sua morte; mas Eles seguem
amparando espiritualmente a Humanidade durante toda uma sub-raça
de família, a qual, por conseguinte, cria sobre suas doutrinas,
uma religião.
Durante a atual sub-raça são recordados vários destes
grandes Iniciados, como: Krishna, Hermes, Buda, e Cristo. (Do Livro V:
"Grandes Iniciados da Raça Ária", Capítulo
6)
3. O Forte Libertador:
Cafh espera a próxima descida da Divina Encarnação
sobre a Terra.
O Forte Libertador, O Maitreya, o Cristo Glorioso, é a imagem do
Ser Divino esperado.
Muitos afirmam que a Divina Encarnação na realidade não
encarna em um homem, mas só anima uma forma, ou dá impulso
a um ser escolhido. A natureza do Deus-Homem é só divina;
sua humanidade não é mais do que um reflexo, uma ilusão.
Outros afirmam que a Divina Encarnação é um símbolo,
uma imagem da descida do espírito à matéria e a elevação
do mesmo a seu prístino estado; uma analogia divina que indica
o nascimento de uma força espiritual na alma, que é a manifestação
transcendente de Deus no ser, já que a alma pode salvar-se por
si só.
Outros afirmam que a Divina Encarnação está real
e essencialmente encarnada no Homem-Deus, e que sua natureza é
humana e divina.
Os orientalistas dizem que a Divina Encarnação realmente
humana e divina vem periodicamente sobre a Terra para salvar a humanidade.
Os cristãos dizem que a Divina Encarnação, realmente
humana e divina, encarna no Deus-Homem sobre a Terra para redimir a Humanidade,
e que este ato divino, por ser integral e satisfatório, não
pode ser repetido, é único.
Cafh tem a respeito sua própria opinião que se exporá
aqui, mas que em última instância deverá ser esclarecida
individualmente pelo Filho à medida que se acentua nele a pureza
interior e a claridade mental.
O ser tem que conquistar sua liberação interior pelo seu
próprio esforço. Mas esta humana vontade perde todo o valor
determinante quando se desune do fim comum e único. O destino de
perfeição inerente à alma é sua participação
na consciência cósmica.
Então o ser por si só consegue a liberação
porque determinadamente se põe em contato com as forças
de liberação cósmicas.
A liberação do ser é pré-estabelecida por
um ato puro da consciência divina, e conquistada pelo ser mesmo
em si, por um ato voluntário de participação e esforço.
É indispensável, então, a participação
da Encarnação Divina para a salvação dos seres
e do ser.
Esta salvação, então, não se efetua só
individual e parcialmente, mas é coletiva, para todo o gênero
humano, para todas as forças vivas da Terra, predestinadas, e ao
mesmo tempo para cada ser de per si.
Este processo divino-humano pelo bem da redenção total dos
seres pode ser observado no curso do desenvolvimento da raça ária.
No princípio da Raça, a Revelação e a Tradição
expressavam unicamente um contato do homem com Deus através da
reverência e da veneração. Deus impera constantemente
no mundo e sobre o homem, e o homem, por sua vez, tem os olhos continuamente
elevados ao céu em busca do amparo deste Deus; mas não o
conhece senão através de manifestações da
natureza. Com o passar dos ciclos da vida, esta idéia se faz mais
profunda no homem, mas simultaneamente estabelece uma vala infranqueável
entre Deus e o homem.
Duas coisas completamente distintas: um Deus imanente e um homem criado.
Duas paralelas que se afastam cada vez mais de seu ponto de partida, e
que nenhum sistema filosófico , nem imagem especulativa da mente,
chegam a unir; é uma separação infranqueável.
A alma perde seu potencial unitivo com Deus, e permanece assim inibida
para os grandes vôos frente a um grande vazio.
Só Deus pode preencher esse vazio. Só Ele pode aproximar-se
do homem e atrai-lo para Si. Este é um fato não só
humano, mas racial e cósmico. A Divina Encarnação
é Deus mesmo que toma forma humana para preencher este grande vazio.
Mas, para que esta descida divina à Terra seja tal, não
pode ser um fato ideal, uma irradiação, uma imagem, uma
potência diretiva, senão que há de ser um fato real,
efetivo, carnal. Se não fosse assim, não preencheria seu
fim.
A idéia da descida divina à Terra se faz sentir simultaneamente,
ao mesmo tempo, sobre toda ela.
A criação da Idéia Messiânica impregna tudo,
num mesmo instante.
À distancia do tempo, isto se pode quase provar historicamente.
O acontecimento de um Deus feito homem não está mencionado
em nenhuma das tradições mais antigas, especialmente, nem
nas védicas nem nas hinduístas.
A Revelação só estabelece as relações
do homem com o Deus cósmico.
A idéia Messiânica que se manifesta no mundo, antes do advento
do Cristo, remonta a poucos séculos antes de sua vinda e aparece
simultaneamente em todas as religiões e em todos os povos.
A idéia da necessidade de um Messias Redentor se plasma na mente
do mundo. Osíris, o Deus protetor dos mortos, se transforma no
Egito no Redentor, morto, despedaçado e tornado a ressuscitar para
o bem dos homens.
Na Índia, o Divino Redentor Krishna encarna nesta Terra, faz-se
semelhante aos homens, participa de suas vidas e de seus males para poder
salvá-los. Krishna, em nenhum texto Indo, está mencionado
historicamente antes do período Messiânico.
Cristo, até os nomes são parecidos na sua raiz, é
o Deus-Homem que vive e morre para redimir a Humanidade. A Divina Encarnação
do Iniciado Solar de Quarta Categoria é um fato divino e humano,
ideal e material, cósmico e individual.
O ato redentor, então, se é um fato real, se é um
ato divino pleno, não pode ser repetido: é único.
A Divina Encarnação encarna periodicamente sobre a Terra;
mas o ato crucial da redenção de uma raça só
pode ser consumado uma única vez.
A Divina Encarnação encarna entre os homens e põe-se
em contato direto com eles.
Volta em outra etapa e ilumina suas mentes; retorna outra vez e impregna
tudo de sua presença.
Os homens estão idealmente predispostos para a redenção,
pela influência das Divinas Encarnações que encarnaram
entre eles, mas a redenção carnal efetiva só se consuma
uma só vez.
Cristo, com sua participação humana nas dores da Humanidade,
em sua Paixão os redime plenamente. Ainda carnalmente.
Mas a redenção potencial da Divina Encarnação
de Cristo há de ser atualizada em cada ser. Cada homem há
de transformar-se em outro Cristo, para fazer efetiva nele a Divina Redenção.
O que foi feito e abarcou toda a consciência da Humanidade, deve
repeti-lo cada alma em si, com vontade e esforço.
A descida da Divina Encarnação em Sua próxima aparição,
há de conseguir plenamente este fim.
O Forte Libertador há de quebrar a porta que separa a alma da divindade,
para que esta chegue a uma transcendência divina.
E este Divino, real, iniciático advento é o esperado por
Cafh (Do Livro XII: "Vida Espiritual de Cafh", Capítulo
13).
4. Referências Escritas nas Ensinanças:
Livro I "Desenvolvimento Espiritual" (1.14): Na geração
atual não há nenhum Iniciado Solar sobre a Terra, mas sim
alguns de seus discípulos diretos.
Livro I "Desenvolvimento Espiritual" (1.15): Um já apareceu
ou aparecerá entre os homens, pelos anos 1972-77, momento inicial
da época do signo de Aquário ou Hidrochosa.
Livro III "Simbologia Arcaica" (3.1): A Terra está sob
o signo zodiacal dos Peixes e a Humanidade experimenta continuamente sua
influência; ainda vivem os homens numa era de pares de opostos,
de altos e baixos, de coletividades ou personalidades absolutas, e embora
se vislumbre a nova raça de Aquário, que começará
pelos anos 1972-77, ainda não se afirmou sobre a Terra.
Livro III "Simbologia Arcaica" (3.2): Desde que o signo de Peixes
começou, o dia 28 da lua de fevereiro é aquele que mais
magnetismo descarrega sobre o planeta pela sua conjunção
zodiacal; por conseguinte, este dia é muito apropriado para começar
qualquer trabalho psíquico e empreender estudos metafísicos
que requeiram certo magnetismo para colaborar com a vontade humana.
Livro III "Simbologia Arcaica" (3.5): A nova raça de
Aquário, no entanto, já apareceu, com seu novo signo, com
sua nova personalidade e mentalidade; sem dúvida, a barca, o barqueiro
e a tinalha de Aquário avançam com velocidade.
Livro XII "Vida Espiritual de Cafh" (1.18): O planeta e os homens
estão impregnados da graça e da proteção da
Divina Encarnação do Grande Iniciado Solar. Este, ao qual
chamamos o Cristo, interveio diretamente na redenção e possibilidade
de adiantamento da Humanidade atual.
Livro XII "Vida Espiritual de Cafh" (1.19): Como uma nova raça
está por começar, a Divina Encarnação voltará
sobre a Terra para renovar e fortalecer a obra do Cristo.
Livro XII "Vida Espiritual de Cafh" (1.20): Os discípulos
Orientais chamam a este Grande Iniciado Solar: Maitreya. Cristo anunciou
claramente nos Evangelhos seu regresso triunfal a este mundo.
Livro XII "Vida Espiritual de Cafh" (7.27): Os Grandes Iniciados
Solares de Quarta Categoria, quando a escuridão é mais profunda
sobre o mundo, vêm viver entre a humanidade, para lhe restituir
o sentido de sua origem divina e sobrenatural, e ajudá-la a cruzar
a grande ponte da razão, para que circule livremente da terra ao
céu. Mas não basta este auxílio. Para que o poder
humano se transforme em divino, é necessária uma união
substancial dos dois elementos, humano e divino. É necessário
então que a própria divindade nasça e viva nele,
se enxerte nele, se faça sua própria vida, para que ao fim
se constitua a Idéia Mãe da Raça: a conquista do
Homem-Deus.
Livro XII "Vida Espiritual de Cafh" (7.28): Esta, "1945",
é a hora de tal Divina Iluminação.
Livro XVIII "O Caminho da Renúncia" (13.16): Os Filhos
são seus discípulos; deixaram tudo para ser co-redentores
com a Divina Encarnação, com o Maitreya que virá.
Livro XVIII "O Caminho da Renúncia" (15.18): Desde ali
sejam os verdadeiros co-redentores da Humanidade junto ao Grande Salvador,
e desde ali poderão atrever-se a olhar o porvir, tão desconhecido
para os homens, mas que adquire uma claridade imensa aos olhos daquele
que já não tem olhos para ver este mundo.
Livro XVIII "O Caminho da Renúncia" (15.19): Em verdade,
os Filhos da Renúncia, chamados a esta Terra unicamente para cumprir
sua missão de morte mística, foram enviados para preparar
os caminhos do Grande Salvador em uma hora terrível e difícil
para a humanidade. Desde o ano 1945, desde 16 de junho, todos os homens
que permaneceram em pé estavam destinados a ver o princípio
da nova raça. Nesse dia, prepararam ali, nesse deserto americano,
a primeira bomba atômica, cuja energia se levantou aos olhos dos
homens como um monstro desconhecido, avassalador, que paralisava todos
os sentidos. Desde esse momento, entramos numa nova era.
Livro XVIII "O Caminho da Renúncia" (15.30): ...e não
só isto o sustenta, senão o Amor Divino do Maitreya. Por
muito que se faça, nada servirá sem que Ele venha à
Terra.
Livro XVIII "O Caminho da Renúncia" (15.31): Peçam
os Filhos para que Ele venha pôr Sua Mão para que a destruição
inevitável não seja tão tremenda. Peçam para
que sejam muitos os seres que possam salvar-se.
Livro XIX "As Mensagens" (9,14): Um número grande de
seres e de Iniciados estão por vir sobre a Terra acompanhando o
Divino Redentor.
Livro XXXVI "Conferências de Embalse" (11.8): Levante-se
Filha, e venha a desposar-se com a Divina Encarnação, com
o Grande Maitreya.
Livro XXXVI "Conferências de Embalse" (28.3): Creio que
isto é o que ensinará o Maitreya, a nova expressão
da Encarnação Divina: a forma, a maneira em que devemos
converter-nos em pequenos Cristos, em pequenos holocaustos, em pequenas
hóstias.
Livro XXXVI "Conferências de Embalse" (28.4): Somos os
precursores do Maitreya.
Capítulo 5: O Cenário para o Redentor
1. O Mundo do Terceiro Milênio:
Nos comentários anteriores apresentamos os dois protagonistas
centrais desta maravilhosa aventura espiritual: O Mestre Santiago Bovisio
e o Redentor Maitreya.
Do Mestre Santiago, além da transcrição de todas
as suas Ensinanças escritas, que formam o corpo desta obra editorial
na Internet, comentamos as circunstâncias e as relações
de umas com outras, para colaborar na compreensão das mesmas. As
Ensinanças são do século passado, e desde a morte
de seu autor em 1962, passaram mais de 40 anos; muito tempo para esta
época vertiginosa.
Do Redentor, reunimos todas as referências que aparecem dispersas
nas Ensinanças, umas de forma concreta, outras ocasionalmente,
de maneira que o leitor tem organizada e reunida a temática direta
do Maitreya. Além disso, comentamos diversos temas relacionados
diretamente com seu aparecimento: lugares, mensagens, discípulos,
assuntos que aparecem nas Ensinanças e em outros lugares afastados,
de outras épocas.
O objetivo central deste grupo de comentários é atualizar
o material doutrinário ao nosso tempo. Os escritos de Santiago
Bovisio são do século passado, quando ainda regia plenamente
a anterior sub-raça, em outros cenários ideológicos
e culturais, diferentes aos atuais. Do Maitreya não se pode dizer
nada dessa época, salvo as profecias, porque ainda não havia
aparecido. Nosso trabalho nesta ocasião é desenhar o cenário
da realidade vivente, dispersa, escura, contraditória, perigosa,
numa forma clara e compreensível, e situar nossos dois heróis
atuando no destino dos homens: um como Profeta e Precursor; o outro como
Redentor da Humanidade, promovendo a mudança da Raça.
2. A Época:
A época histórica que desenvolveu as idéias que governam
os temas de nossos comentários é imediatamente anterior
a nosso tempo: séculos XIX e XX. Estes duzentos anos que se iniciam
com uma ruptura total das tradições medievais produzida
pela Revolução Francesa e pela industrialização,
manifestou uma unidade cultural e política notável, destacando-se
a ocupação e exploração de todas as regiões
do Planeta, terrestre, marítima e espacial, as viagens, as comunicações
e as guerras, o desenvolvimento espetacular das ciências e da tecnologia,
a educação universal, a energia atômica, a modificação
das espécies, a massificação da sociedade, a derrubada
das religiões, e outros temas de vital importância. Sem dúvida,
foi um mundo novo e segue sendo em grande medida.
Se uma das tarefas desses dois séculos foi o desenvolvimento do
racionalismo até suas mais audazes conseqüências, independentemente
da autoridade tradicional, conseguiu-o plenamente. A investigação
e aplicação dos mecanismos da atividade cerebral já
estão em uso nos computadores, embora os usuários não
saibam nem entendam esses mecanismos; simplesmente os usam porque foram
feitos de forma fácil, até o chegar ao elementar, para que
se possa fazê-los funcionar. Os avanços tecnológicos
são espetaculares mas os homens, interiormente, seguem vivendo
na Idade Média.
De igual maneira, as demais conquistas da ciência manifestam um
desmesurado crescimento em só um aspecto, geralmente vinculado
com o poder do dinheiro, em detrimento do bem-estar geral, da harmonia
dos valores e da felicidade das pessoas. O crescimento espetacular da
riqueza de umas poucas nações e pessoas é o fruto
da exploração da maioria, sem poder. Uma situação
desta natureza nunca foi vista na História, em tal magnitude: milhares
de milhões de seres humanos sem destino, condenados à extinção,
por causa de uns poucos que desfrutam de um esplendor como nunca, tampouco,
havia sido conhecido.
O Mestre Santiago e o Redentor se apresentam neste cenário inaudito,
mas real: uma civilização repleta de conquistas e avanços
fazendo equilíbrio junto ao abismo da destruição,
cada dia mais ameaçante. Como atuarão suas forças
espirituais que transcendem as dimensões para salvar o homem e
levá-lo à conciliação dos contrários?
Esta é a audaz intenção de nosso trabalho; por um
lado, o legado imortal de um Mestre de Sabedoria e suas Ensinanças
de Renúncia, anunciando o Salvador do Mundo, que já está
aqui, mas permanece desconhecido e, por outro lado, o cenário sangrento
da civilização racional em seus pósteros momentos.
3. Cenografia Conceitual:
Para compreender o papel que desempenham nossos dois personagens, que
protagonizam as Ensinanças e nossos comentários, necessitamos
desenhar uma cenografia de conceitos, informações, fatos
históricos e sociais do tempo em que o autor das Ensinanças
se desenvolvia, num meio cultural concreto e definitório: a Segunda
Guerra Mundial. Como as forças históricas que produziram
este fenômeno planetário se remontam ao século XIX,
e se prolongam até nossos dias, necessitamos um cenário
globalizador que o compreenda todo.
Faremos só um esboço, um croqui deste espaço, o indispensável
para poder localizar e deixar mover os protagonistas. Eles, por si mesmos,
dirão o que têm a dizer. Do Mestre Santiago, temos o script
completo, pois o escreveu com suas mãos; porém devemos compreendê-lo
com o estudo. Do Maitreya é tudo expectativa, e não sabemos
quando conheceremos sua palavra. Nesta equação com uma incógnita
Divina, a meditação e o tempo nos aproximarão do
mistério do futuro da raça humana.
Então proporemos armar a cenografia prometida, utilizando os seguintes
materiais:
1- O poder do dinheiro.
2- A destruição atômica.
3- Devastações ambientais.
4- Devastações genéticas.
5- Droga, sexo e epidemias.
6- Sobrevivência.
À medida que o drama de cada dia vá modificando nossas propostas,
acrescentaremos novos elementos de trabalho.
4. O Poder do Dinheiro:
Há uma Ensinança nesta coleção que pode servir
de introdução preparatória para o comentário
que iniciamos sobre o poder do dinheiro: "Os bens da Renúncia",
e é a décima do curso "O Caminho da Renúncia".
Considera as relações do Renúnciamento com o afã
de posses, e recorre a numerosos exemplos para explicar estes vínculos:
os Evangelhos, Gandhi, os judeus, a Igreja Católica, e outros.
Sua postura neste assunto, como a de Jesus, é terminante. E embora
esta Ensinança estivesse dirigida a discípulos com Votos
de Renúncia, os conceitos e as relações vida-dinheiro
que mantêm, são válidas para todo o mundo.
O afã de posses é inerente à baixa natureza humana
como uma forma do instinto de conservação, de segurança
pessoal, de desconfiança frente aos outros. Tem se manifestado
em todos os tempos, provocado lutas e guerras entre os povos. Muitos crêem
que possuir oferece segurança e bem-estar, todo o contrário
do que afirmam os santos: "Ganhar é perder", "Que
não acumulem aquilo que têm que repartir entre os pobres".
Porém nos últimos dois séculos esta ânsia de
posses tem chegado a limites aberrantes e destrutivos, pelo abuso da acumulação
de dinheiro. Com o incremento das atividades lucrativas que se desenvolveram
com a revolução industrial, a acumulação do
capital para os grandes projetos de produção (armamentos,
comunicações, mineração, novas cidades, tráfico
de drogas, etc.) o dinheiro se tornou independente de suas funções
primárias, e transformou-se num fim por si mesmo, num poder autônomo.
Fez-se intangível, virtual, onipotente. Este poder do dinheiro
criou, por sua vez, os instrumentos de pressão para perpetuar-se
e aumentar, porque o único que pode fazer é crescer e dominar.
Esses instrumentos de dominação atualmente se chamam "globalização
planetária".
Nas Ensinanças do Mestre Santiago suas afirmações
são universais e valem tanto para o grande como para o pequeno.
O que afirma sobre o poder esmagador das posses nas instituições
religiosas e o dano que produzem, aplica-se a cada indivíduo em
particular. Para o Mestre não há duas leis, uma para os
poderosos, ricos e dominantes, e outra para os desprotegidos. A lei espiritual
é uma só e seus efeitos, benéficos ou prejudiciais,
aplicam-se rigorosamente aos grandes e aos pequenos. Igualmente não
faz diferença entre leigos e sacerdotes, pais de família
e monges, patrões e operários. Isto não significa
monotonia social nem igualdade econômica para todos, como pretenderam
algumas ideologias que já não funcionam. A lei espiritual
propicia o uso eqüitativo da riqueza segundo a necessidade de cada
um, e não o excesso que sempre vai em detrimento de outros. O Mestre
defendia a idéia do Grande Armazém Inca como o melhor instrumento
social público para praticar a justiça social, e corrigir
as dificuldades que, por diversas causas, se apresentam continuamente
nas nações.
As opressões e as desigualdades sociais, tanto nos povos como nos
indivíduos, são um resultado da ânsia de possuir desmesuradamente,
com injustiça. Os problemas da Humanidade se geram no interior
das pessoas, e depois se transferem ao exterior. Esforçar-se em
resolver os conflitos econômicos por meio da economia é estúpido,
e nunca produz resultados positivos; talvez com sorte se alcance uma transferência
para outros setores. E assim se repetem os ciclos de promessas e desilusões.
Os problemas econômicos não os resolvem o político
nem o Ministro de Economia, mas o educador, um professor capaz de desarraigar
o afã de posses. Como o Mestre Santiago e suas Ensinanças,
como o Maitreya que impulsionará os homens para os novos caminhos
da Renúncia.
No cenário do mundo dever-se-iam imaginar essas colunas e perfis
estatísticos desenhados pelos economistas, em grande escala, como
se fossem os edifícios de Nova York, com os anúncios no
céu sobre a atualidade: China cresce uma média de 10%; a
Bolsa caiu em todos os lugares; a metade do mundo vive em estado de pobreza;
o assalto do século, a um banco; a lista dos high men mais ricos
do Planeta; etc. E caminhando pelas ruas, silencioso, solitário,
o Redentor do Mundo pensando e construindo sua Mensagem de Salvação.
Porém o Maitreya não veio para corrigir os defeitos da economia
mundial, fruto da cobiça e do egoísmo do homem velho; veio
para transformar a raça humana, dando-lhe outros objetivos e outros
horizontes. Todas essas calamidades de um poder desaforado do dinheiro
já estão sentenciadas à desaparição,
junto com as sociedades e os mercadores que a produziram. Pode-se fazer
algo positivo com o atual estado psíquico dos homens embrutecidos
pela loucura do dinheiro? Esta mentalidade que inunda todos os estamentos
sociais, desde o poderoso homem de negócios até o vendedor
de rua, não tem correção, salvo a morte. Repetimos,
estão condenados pelas suas próprias ações;
seguirão fatalmente os impulsos de seu karma, como já está
ocorrendo, até o final.
Na Guerra dos 1500 anos entre os Atlantes e os Ários, pouco puderam
fazer, as centenas de Iniciados do Fogo que encarnaram para ajudar os
Ários; o imenso poder psíquico dos Atlantes e suas armas
letais animadas por poder magnético, não podiam ser modificadas
com palavras nem boas intenções; só quando se produziu
uma mudança substancial no magnetismo terrestre, os Atlantes foram
derrubados e aniquilados. E, começou-se de novo, com homens que
eram páginas em branco. (Mais adiante, quando toquemos o tema da
destruição atômica, voltaremos aos Atlantes). Nas
atuais condições da civilização planetária,
com suas gigantescas obras de todo tipo, todas penduradas de um único
fator, o poder do dinheiro - e esse poder, enquistado no cérebro
de cada um dos habitantes do planeta - as possibilidades de uma reforma
pacífica são remotas. O mundo do dinheiro, absolutista,
terminará queimado em suas próprias e irreprimíveis
contradições.
Nesse cenário estão as Ensinanças; porém,
não se ocupam do dinheiro, mas dos enfermos morais pela ânsia
de posse. O karma gerado por esta ansiedade é universal porque
todos participam de seus efeitos, bons ou maus; para liberar-se destas
conseqüências há que atuar individualmente no desapego
interior das posses. Na interioridade da alma, devem-se aplicar as Ensinanças
da Renúncia. Vão à raiz do mal, à causa original
dos problemas, e saram definitivamente se o enfermo quer sarar de verdade.
O remédio é renunciar a ter mais do que realmente se necessita.
Estas e as demais Ensinanças não constituem programas de
ação coletivos, mas um esclarecimento da consciência
individual; nem sequer pedem que sejam colocadas em prática; estão
para ser estudadas e meditadas, e depois, que cada um decida por si mesmo.
Não se ocupam dos sistemas da sociedade nem se definem por nenhum
bando; simplesmente iluminam as coisas à luz da Lei da Renúncia.
As ações nascem da vontade de cada um, livremente.
5. A Destruição Atômica:
Uma das visões mais impactantes do Mestre Bovisio é a que
profetiza o destino das duas superpotências, Estados Unidos e Rússia.
Está na Ensinança "A Renúncia Permanente",
do livro "O Caminho da Renúncia". Diz: "Recordem
os Filhos a visão do leão e do urso. Sobre uma meseta, à
borda de um abismo, uma grande leoa estava frente a um urso de tamanho
enorme, e com artes femininas (diplomacia) procurava atrai-lo. Quando
já o tinha quase ganho, procurou feri-lo no pescoço, e ao
não consegui-lo, tentou fazê-lo no ventre. O urso, ao sentir-se
roçar, deu-se conta, e com suas potentes garras destruiu o pescoço
da leoa; mas foi tanta a violência do golpe, que ambos caíram
no profundo abismo; as duas grandes potências serão destruídas.
Porém uma parte do mundo se salvará"
A sub-raça Ário Teutônica se iniciou há 25.000
anos com a Guerra dos 1.500 anos, na qual foram destruídos completamente
os últimos Atlantes. Agora finaliza seu ciclo com uma guerra atômica
que segundo o Mestre Santiago durará 30 minutos, o tempo necessário
para que os mísseis cheguem a destino.
Vamos considerar agora neste comentário o tema da destruição,
segundo os conceitos expressos em muitas Ensinanças e como esclarecimento
das mesmas, e o papel do Redentor na salvação da Humanidade.
Durante o meio século de confrontação russa/norte-americana,
com todas suas peripécias, a filosofia atômica foi a dissuasão;
para isto despregaram ao absurdo a estratégia do Over Kill, a super
morte. O informe do duplo prêmio Nobel, Linus Pauling, de 1964,
publicado pela UNESCO, estima que o potencial atômico era de 320.000
megatons, o suficiente para destruir várias vezes a humanidade.
Com o tempo, e a aplicação de tratados de redução
de mísseis, a quantidade tem descido, mas em contrapartida outras
nações, como a China, têm se somado ao sinistro clube.
A dissolução da União Soviética fez pensar
a muitos que a Rússia estava em decadência militar. Nada
mais afastado da realidade; seu poder é maior que nunca, e está
preparada e modernizada. Inclusive, embora já não se fale
em dissuasão, com o desencadear dos novos programas de defesa norte-americanos,
a Rússia endureceu seu conceito de dissuasão e declarou-o
publicamente: "Se a Rússia for atacada, a resposta será
instantânea e total: um único ataque com todo o potencial".
(Putim aos jornalistas norte-americanos na Biblioteca do Kremlin, depois
da reunião com Busch, na Eslovênia).
Frente a estas horríveis premonições, a primeira
pergunta que surge em nossa consciência é: Por que tanta
destruição? E a resposta obrigatória é: Não
se pode construir nada benfeitor sobre as formas corruptas da velha civilização
que se está decompondo maciçamente. Observem-se os grandes
fenômenos sociais que estão aniquilando os povos de todo
o planeta, a AIDS, a devastação ecológica, a pobreza
extrema, as drogas, as deformações sexuais, etc. e, compreender-se-á
que uma guerra de holocausto é o fim inexorável da destruição
existente. Assim como o poder atômico, desde seus começos
se apresentou como uma força independente que só segue sua
lógica interna, assim a devastação da civilização
segue sua própria lógica de derrubada final como um organismo
que cumpriu seu ciclo e termina. É uma fatalidade absoluta? Não;
são muitos os sinais que indicam as Ensinanças para que
trabalhemos junto ao Maitreya e colaboremos nas tarefas de redenção
para que a destruição não seja tão grande
e muitos possam salvar-se.
O leitor deve ter bem presente que as tarefas e os instrumentos que um
Mestre Espiritual põe em mãos dos homens são sempre
interiores, da alma, e não operativos externos. A ameaça
da destruição atômica não vai ser superada
por Anjos Celestiais armados de trombetas e espadas flamejantes como aparecem
nos mitos antigos. Não; os homens, se quiserem salvar-se, têm
que renunciar a seus apegos materiais como sempre ensinaram os Salvadores.
Diz o Mestre Santiago nas primeiras linhas de "O Caminho da Renúncia":
"O Renunciamento é o caminho de Cafh, e não há
outro para a salvação do mundo. O Renúnciamento é
o único meio de salvação não só para
os Filhos de Cafh, mas para toda a Humanidade".
Transcrevemos em nossos comentários sobre o Maitreya várias
Ensinanças e referências de Santiago Bovisio sobre nossa
futura e provável relação com o Iniciado Solar, e
as formas de participação com sua obra redentora sendo companheiros,
discípulos fiéis junto a Ele, desde já, agora que
está vivo e trabalhando, embora não o vejamos. O mais formoso
destes instrumentos de ação real é o Hino ao Maitreya
(Comentários, Capítulo 3), que escreveu Bovisio especialmente
para benefício dos discípulos. Também são
de proveito os conceitos, as informações e o conhecimento
destes grandes seres que ao longo dos séculos têm ajudado
a Humanidade a superar seus graves problemas, como os destes tempos.
O Mestre Santiago afirma que a destruição planetária
será muito grande e inevitável; mas que uma grande parte
da humanidade se salvará. Estes náufragos da catástrofe,
como ocorreu sempre no começo de uma nova sub-raça, constituirão
a base da nova civilização. Nossa missão, como discípulos
fiéis do Maitreya, e do Mestre Santiago, é estender pontes
entre duas formas de vida que se separam mais e mais. Devemos ensinar-lhes
o Caminho da Renúncia. Devemos inculcar-lhes o desapego às
coisas perecedouras e corruptas. Devemos praticar com eles a fraternidade
humana. Devemos fazer-lhes compreender que o bem de todos está
por cima do interesse pessoal. Que sintam, vejam e experimentem que tudo
perece, e que o único permanente é a força do espírito.
Várias e medulares são as disposições anímicas
que oferecem as Ensinanças ao longo de suas páginas para
uso do homem de boa vontade que queira praticá-las. Porém,
no tema da destruição atômica, a disposição
chave é a não-violência. A destruição
profetizada não é mais do que o final e o resultado da violência
de todos os dias em todos os níveis, individual e coletivo, familiar
e social, econômico e educativo, nas brincadeiras infantis, no trabalho,
nos espetáculos, nas ruas, nos lares. E a primeira disposição
deve ser afastar-se integralmente da violência. Repasse o leitor
a Ensinança Valor e Controle Pessoal (Livro I,9) e verá
que simples é não ser violento.
Todas as virtudes no Caminho da Renúncia estão enfiadas
na agulha com um fio de seda, como no rosário, vinculadas e dependendo
umas das outras; o fio de seda é a Renúncia. Nas Ensinanças
do Mestre Santiago as virtudes espirituais estão explicadas amplamente,
e todas são necessárias para ser co-redentores junto ao
Maitreya. Porém, no terrível assunto da destruição
atômica, quisemos insistir na não-violência como ponto
inicial da tarefa que se pode praticar continuamente, porque a violência
está em toda parte. Seja então o Discípulo Fiel um
porta-bandeira visível e sorridente da não-violência
que o mundo está pedindo com angústia.
6.
Devastações Ambientais:
Quando Yuri Gagarin ascendeu ao espaço em 1962 e viu o amanhecer
que conseguiu, porque andava mais rápido que o sol, transmitiu:
"A Terra é formosa e azul".
Nas Ensinanças, o tema ecológico não está
tratado em forma direta porque nessa época a destruição
do meio-ambiente ainda não tinha o caráter grave e público
que tem agora; não obstante, a vida harmoniosa com o mundo que
nos cerca, especialmente as espécies viventes, implica cada uma
das expressões dos escritos. Muitos crêem que o Caminho da
Renúncia conduz ao deserto, a um lugar desolado onde governa o
rigor e o sacrifício, a uma falta de alegria. Nada mais equivocado;
isso pensam os depredadores, os consumidores de prazeres, os que destroem
para benefício próprio. Pelo contrário, a Renúncia
leva a um jardim onde florescem mil flores convivendo harmoniosamente.
A Renúncia é desapego às coisas impostas por uma
sociedade devorada pelo lucro e o consumismo. A Renúncia é
viver harmoniosamente com todos, porque a Terra, sustento da vida, contém
os espaços e as riquezas para que toda a Humanidade, sem exclusões,
possa ser feliz para sempre.
A conservação ambiental está plenamente desenvolvida
com a missão do Maitreya, que é conciliação
dos contrários. Se o homem da anterior civilização
se comportou como um conquistador, como um opressor da natureza, a nova
lei Aquariana será de harmonização, especialmente
com a natureza. Não sabemos agora como será o mundo daqui
a um século nem o que permanecerá, daquilo que conhecemos.
Os prognósticos científicos fixam para daqui a 25 anos o
colapso ecológico planetário. Tampouco podemos imaginar
o que permanecerá depois da destruição nuclear, mas
podemos prever que as mil cidades mais importantes do mundo serão
mil Hiroshimas radioativas, fosforescentes e mortas. Porém há
algo que podemos imaginar: o que permaneça em pé será
cuidado e protegido pelos sobreviventes como o maior dos tesouros, e a
mais insignificante flor do campo será vista como uma maravilha
que os homens deverão proteger.
Nestes diagramas conceituais da civilização, que estamos
construindo frente ao leitor para que tome consciência do lugar
onde está localizado, e por onde fazemos caminhar imaginativamente
o Maitreya, da mesma forma que nós, os arranha céus de Nova
York, as favelas de Rio de Janeiro, as populações famintas
da África Central, Chernobyl, as matanças da Palestina,
o dinheiro, a AIDS, e tantas outras cenas quotidianas, onde se joga o
destino da Humanidade, e nós podemos ajudar o Redentor. Que imensa
e difícil é sua tarefa! Temos que ajudá-lo! No curso
destas Ensinanças está desenvolvido um programa de atividades
de todo tipo, desde a oração até a ação
direta na sociedade. Todos podemos e devemos fazer algo construtivo. Nas
Ensinanças o leitor de boa vontade poderá encontrar a forma
de participar e de encontrar um sentido para a vida.
7. Desvios Genéticos:
A mudança da sub-raça provoca modificações
substanciais em várias ordens da vida humana. Cada sub-raça
dura um ano sideral, aproximadamente 25.000 anos, que é o tempo
de percorrer todos os signos do zodíaco, ou doze sub-raças
de família de 2.000 anos cada uma. Peixes se iniciou com Jesus
e terminou há pouco. Agora começa Aquário. Os Ário
Teutônicos, que também concluíram seu ciclo, desenvolveram
amplamente o poder da razão. Prova disto são as conquistas
da ciência e da tecnologia.
Agora se inicia um novo grande ciclo evolutivo com premonições
guerreiras similares à luta com os Atlantes, e com modificações
imprevisíveis na psique humana. Uma nova maneira de viver necessita
instrumentos mentais diferentes. O Maitreya é o Ser que fixa os
objetivos da nova humanidade. Pouco e nada se pode dizer da missão
do Grande Iniciado, pois permanece no segredo de seu silêncio, e
é possível que nunca o declare em vida, mas seus resultados
serão vistos com o tempo. O Mestre Santiago adiantou algumas idéias
a respeito de suas Ensinanças específicas; o seguro é
que as coisas serão diferentes das que conhecemos.
As ciências e as tecnologias derivadas estão muito comprometidas
nas propostas de antecipação e formam parte do mundo em
que vivemos. Tecnicamente são reais e eficientes, mas não
têm objetivos superiores, nem constituem instituições
a serviço do homem, se não do poder do dinheiro, e muitas
vezes caem em resultados degradantes. Muitas são as técnicas
avançadas que se utilizam em medicina, porém não
se conhece o que se está provocando realmente, nem seus efeitos
a longo prazo, no ser dos afetados. Geralmente estas vítimas caem
no submundo dos elementais, do qual, depois da morte, é quase impossível
escapar. A manipulação genética, às cegas,
está produzindo danos irreparáveis à espécie
humana com efeitos imprevisíveis. Esta catástrofe já
ocorreu anteriormente. E a tradição o recorda.
Leia-se nestas Ensinanças como a união dos homens com mente
com as mulheres sem mente produziu monstros irreversíveis.
Neste horroroso cenário de transplantados, crianças clonadas,
e fantasmagóricas espécies animais e vegetais, está-se
movendo o Maitreya. Terá que dar-lhe uma solução
para o futuro. Cremos que estas técnicas de transformação
são úteis porque ajudam a mudar radicalmente; a ciência
pode ajudar sempre que encontre o rumo correto na direção
da mensagem divina. Esta Mensagem é a chave para endireitar os
caminhos, avançando pela Renúncia.
8. Droga, Sexo e Epidemias:
A Organização Mundial da Saúde estima que há
250 milhões de viciados no mundo. O abuso sexual tem se estendido
a todos os níveis da sociedade, desde as crianças até
os meios de comunicação massiva, constituindo-se num estilo
de vida internacional. As epidemias degradantes, como a AIDS e as enfermidades
psíquicas esmagam uma boa parte da Humanidade. E estes assuntos,
entre outros que já temos mencionado, conformam o panorama de problemas
quotidianos que o Maitreya terá que resolver, para começar
a edificar a nova raça. Ou será a destruição
atômica, a que resolverá de um só golpe estas calamidades?
Para construir Aquário cujo tempo já tem começado,
os homens têm que mudar. Podem mudar de costumes, riquezas e karma
6.000 milhões de habitantes do Planeta? A resposta é óbvia;
envolvida nas redes de seu passado irresponsável, esta civilização
cairá definitivamente vencida por suas próprias armas, e
deixará a Terra limpa para que outros homens possam fazer sua tarefa
anunciada.
Se que bem os problemas da sociedade sejam impossíveis de resolver
coletivamente, salvo a catástrofe final, as Ensinanças do
Mestre Santiago falam ao indivíduo, ao ser com suas possibilidades,
e apresentam-lhe um programa de ação e de salvação
que se pode pôr em prática agora: o Caminho da Renúncia.
O que não podem resolver os Estados, nem a Ciência, nem as
Religiões, nem o dinheiro, pode resolvê-lo o homem individualmente
pondo em ação os mecanismos da Renúncia. A Civilização
não está em condições de salvar-se porque
não possui os instrumentos para fazer-lo; porém o ser sim,
pode, porque esses recursos jazem em sua alma.
A situação é crítica; a partir de 2001 o tempo
se divide em dois para não se juntar mais: quem permanecer nos
valores do passado permanecerá ali; quem arriscar e avançar
no deserto novo, será o companheiro do Senhor Maitreya.
A Humanidade avança e desenvolve-se por etapas que estão
reguladas histórica e astronomicamente no tempo. O indivíduo
se regula e começa quando adota as normas da nova época.
Tivemos a sorte que um ser excepcional, o Mestre Santiago, adiantasse
e comunicasse por escrito as idéias diretrizes de Aquário,
desse precisões sobre a Divina Encarnação, já
vivente; que tenha desenhado os métodos de vida mais apropriados
à época, que tenha explicado o passado e o futuro dos homens,
que os tenha convidado, uma e outra vez, a somar-se aos Discípulos
Fiéis, tenha lhes ensinado que são livres e donos de seus
destinos. As portas estão abertas para os que queiram atravessá-las.
9. Sobrevivência:
Alguns intérpretes fixam como data terminal para as profecias de
Nostradamus entre 2020 e 2025. Igualmente, os prognosticadores das mudanças
climáticas assinalam esse tempo para a culminação
catastrófica do aquecimento terrestre. É também o
prazo estabelecido por russos e norte-americanos para o desdobramento
completo do escudo antimísseis. Faltam ainda 20 anos de moratória
para que as Ensinanças do Mestre Santiago cheguem a todo o Planeta.
Ficam 20 anos de esperança para que o Maitreya possa anunciar suas
leis de futuro e os homens as reconheçam. Fica, enfim, um brevíssimo
tempo de meditação para tomar decisões fundamentais.
O mundo seguirá dando voltas como sempre; agora só os indivíduos
têm liberdade, que é espiritual, para si mesmo, sem efeitos
sobre os demais.
Qual é essa liberdade que resta ao ser como único bem intransferível,
que não se adquire nem se vende, senão que o ser traz ao
nascer como sinal divino da condição humana? A Renunciação.
Pela Renúncia o ser se libera dos efeitos coletivos do karma e
permanece dono de si mesmo para as vidas futuras. Agora se compreende
bem o Caminho da Renúncia; não é deixar estas ou
aquelas coisas que, de qualquer modo, ser-me-ão tiradas pela morte;
é entregá-las livremente, desapegar-se delas, tomar distância
e desinteresse pelas posses, é ser si mesmo, e nada mais. O vendaval
da morte tocará só a matéria, e a alma permanecerá
livre para as novas experiências de Aquário. Repetimos: o
único bem que hoje os homens possuem, individualmente, é
a Renúncia.
É muito belo que o dom, que as gerações da antiga
civilização legam aos homens de Aquário, seja a liberdade
espiritual, como testemunha indestrutível da condição
humana, até chegar à Grande Liberdade da União com
Deus.
Contemplemos o esplendor da civilização que termina, suas
imensas cidades, as conquistas da ciência, as viagens espaciais,
a multidão de homens proeminentes que a enriqueceram com suas criações,
suas obras de arte excepcionais. Também Atlântida foi maravilhosa.
E a civilização de Moo com seus edifícios gigantescos.
Onde estão essas antigas civilizações? Desapareceram
sem deixar rastros. Também desaparecerão as obras da civilização
moderna. Porém há um bem que não pode ser destruído
porque é divino. A liberdade espiritual que hoje assumem ostensivamente
os Discípulos Fiéis, para trabalhar junto ao Senhor Maitreya.
|